prosa

Réquiem para o ex-poeta

Carlos Felipe Moisés

 

 


 

Na era pré-Gutemberg, eu compunha meus poemas e memorizava-os. Quando a oportu­nidade se oferecia, eu os cantava, recitava, declamava, ou simplesmente os dizia, em pú­blico. Era con­fortante ver, nos olhares, nos gestos, nas reações de quem me ouvia, como cada poema saía do limbo em que tinha sido gerado para ganhar existência real. Durava pouco, é verdade; aos versos que ouvissem, com mais ou menos atenção, as pessoas pre­feriam, sem dúvida, cantar, dançar, tocar-se umas às outras, sonhar e esque­cer. Mas algo dos versos ouvidos, um fiapo, quem sabe, talvez permanecesse e sobrevi­vesse ao ro­dopio comum. Em seguida, outra opor­tunidade surgia, o giro recomeçava, o trâmite prosseguia.

Eu fui um poeta feliz na era pré-Gutemberg.

Quando esta se instalou para valer, de bom grado aderi. Continuei a compor meus poemas, só que em vez de memorizá-los passei a copiá-los em folhas limpíssimas. Meus versos então se espalhavam no papel, primeiro diante de mim mesmo, em letra re­donda, quase es­culpida, depois se reproduziam, vezes sem conta, para se oferecer aos olhos dos leitores, meus ex-ouvintes. De início, nada mudou, embora tudo mudasse.

Exultei com o benefício de dar descanso à memória, tanto que ocupei as muitas horas vagas de que passei a usufruir, copiando no papel os poemas que ou­trora, carregando-os como um fardo na memória cansada, eu precisava saber de cor. Mi­nha mente ficou leve como uma pluma, a mesma que eu utilizava para copiar os poemas. Exultei, também, com a possibilidade de atingir não apenas um punhado de ou­vintes, reu­nidos numa sala, num canto de praça, num bar barulhento, porém milhares de leito­res espalha­dos pelo Reino. O trâmite do limbo para a existência real deixou de ser a fugaz vibração do momento que antecede a dança e o rodopio, para se repetir e se mul­tiplicar, vezes sem conta – quantas os leitores assim o desejassem.

Dançariam, ainda, os meus leitores, e se tocariam alegres uns aos outros, depois de lidos os poemas?

O fato é que o tempo de existência real do poema se dilatou, não ao infinito, que este só a Deus e aos astrônomos é concedido, mas para muito além da fugacidade da declamação.

Eu comparava, aos novos poemas, os antigos, agora tornados visíveis no pa­pel, e não via diferença: eram os mesmos. Eu tanto podia voltar ao bar cheio de ruídos, à praça obscura ou à sala iluminada, e dizer uns e outros, em voz alta, como podia aguardar que suas cópias impressas se multiplicassem e chegassem aos olhos do leitor.

Aos poucos, porém, mudanças começaram a ocorrer, ou eu comecei a me aperceber delas. Descobri, com espanto, que a mente é só um corredor estreito. Antes, meus ver­sos eram curtos, rápidos, breves, talvez porque assim fosse mais fácil memorizá-los. Depois, o quadrilátero limpíssimo da folha me incitou a compor versos mais es­praiados. As frases se alongaram, as cadências se ampliaram, os torneios se fizeram mais desenvolvidos. O ritmo se tornou outro, e passou a variar, conforme a imaginação liberta assim o determinasse. Não via a hora de romper com o limite da própria folha, para que meus versos se estendessem até os confins do horizonte imaginado.

O corredor estreito da mente era só uma lembrança.

O ritmo deixou de ser só o da sonoridade e dos encadeamentos cantantes, mar­cados pela regularidade dos pulmões. A este veio somar-se o das emoções, que ora dis­param, ora retardam o passo, ora se emaranham no compasso imprevisível do coração difícil de controlar. E ganhou ainda uma terceira dimensão, outrora insuspeitada: a da visualidade, a dos espaços em branco, à esquerda e à direita, para cima e para baixo, entre os versos, os retalhos de versos e as estrofes – em suma, onde quer que esses bran­cos pudessem travar um interessante dueto com o traçado negro das palavras no papel.

Percebi que só nessa altura, tanto tempo passado, cheguei a me tornar, propria­mente, um poeta da era Gutemberg. Os poemas antigos, esses que ficavam armazenados na memória, quando vez ou outra me lembrava de passá-los ao papel já não eram os mes­mos, pareciam exigir que o novo habitáculo os transformasse em outra coisa. Outra coi­sa que parecia ser a mesma coisa, embora nada mais se repetisse.

Na era Gutemberg, eu fui um poeta ainda mais feliz.

As salas, iluminadas ou não, assim como as praças e os bares, continuaram a pleno vapor, regidos pelo rodopio de sempre, cada vez mais acelerado, e, pelo que pude observar, com o mesmo escasso interesse pelos novos ou antigos ritmos do poema e do poeta. Mesmo assim, muitas vezes, era Gutemberg adentro, tive a oportunidade de reviver os bons mo­mentos fugazes de antanho, dizendo de viva voz um ou outro dos meus novos poe­mas, os mesmos que estavam nos livros, nas revistas, no papel. As pessoas continuavam a preferir o que vinha em seguida: a dança, a alegria dos corpos, o tatear enovelado das epidermes latejantes. A bem dizer, isso nunca me incomodou: sempre foi assim, e assim será, até que o bom Deus ou a astronomia mudem substancialmente os rumos do rodo­pio.

O que me incomodou, embora não a ponto de causar perplexidade (afinal, com ou sem trocadilho, era previsível), foi que alguns dos meus novos poemas se prestavam bem à decla­mação, tanto podiam ser ouvidos como lidos. Já outros, não: ouvidos, perdiam me­tade do que eram, ou pretendiam ser. Meus poemas verdadeiramente Gutemberg, quan­do ditos em pú­blico, só chegavam à modesta cifra da meia-existência real. Precisa­vam ser bebidos pelos olhos, não podiam ficar à mercê da minha limitada voz.

Só então percebi que, na era da folha impressa, meus poemas passaram a ser de­pendentes do leitor, um leitor cujos olhos fossem ouvidos atentos, e capazes de voz própria. Percebi – aí, sim, perplexo – que jamais tive, jamais poderia ter, sobre o lei­tor, ne­nhum con­trole. Deu-me então alguma saudade (inútil, como toda saudade que se preze) do tempo em que não tinha leitores, só ouvintes. A estes eu sempre soube controlar, mi­nha voz sempre foi capaz de conduzi-los à pulsação ou ao rodopio que qui­sesse, ou que o poema pedisse. Quem sabe a que distantes paragens conduzirá, diante do meu poema, a imaginação do leitor? No tempo em que eu compunha poemas e deco­rava-os, para depois dizê-los a este ou àquele público, meus poemas eram meus, qual­quer que fosse o ouvinte de circunstância. Depois, limitaram-se a ser meus apenas antes que alguém os lesse ou ouvisse. Cantados ou impressos, lidos ou ouvidos, passavam a ser de todos. Ou de ninguém.

à medida que se acentuava minha dependência em relação ao leitor, mais forte era o impulso que me levava a mergulhar cada vez mais fundo na minha própria intimidade. Para quê, meu Deus, se o que eu sempre quis foi existir fora e não dentro de mim? Só hoje me dou conta: se eu fosse bem sucedido no meu (falso) solip­sismo, por mais longe que o leitor viajasse nos arranques de sua própria imaginação, algo de mim per­maneceria, entra­nhado na alma de alguém – meu cúmplice, meu algoz, meu irmão anô­­nimo. E seguiríamos todos a girar no rodopio comum.

Era após era – já o disse o poeta de Ita­bira – não fazemos senão esquecer para lembrar. E sonhar.

Mas agora (vingança!), agora que a era Gutemberg já era, e que me tornei poeta cibernético, informatizado e digitalizado, a circular pela internet; agora que tenho meu blog e meu website, o twitter, o orkut e o facebook, todos os impasses foram resolvidos. Meus poemas podem viver a plenitude da existência que sempre almejaram, vicejando para os olhos e os ouvidos, para o tato, o paladar e o olfato (bem, não exageremos). A imagina­ção deixou de ser prerro­gativa do poeta, e do leitor privilegiado; deixou de ser poten­cia­lidade, para se atualizar na forma de webdesign. Para que ler ou ouvir poesia, se é possível tateá-la com os olhos, cheirá-la com os ouvidos, degustá-la sem esforço e sem rodopio?

Gutemberg tinha revolucionado não só o modo de circulação dos meus poemas, mas acima de tudo o modo como passei a concebê-los, o que trouxe de quebra uma re­volução na maneira como passaram a ser percebidos. E Gutemberg sabia que, se não continuasse de algum modo a ser também pré-Gutemberg, nem Gutemberg seria. Nessa história, etapas não são supe­radas, são antes incor­po­radas. Já a cibernética revolucionou apenas a maneira de percep­ção, não a de concepção, é só o triunfo da tecnologia, entronizada como fim em si. The medium is the message, não é mesmo? Para que perder tempo tentando fazer que um e outro caminhem juntos e se enriqueçam mutuamente? Resultado, poemas continuam a ser concebidos e compostos como antes: uma voz que vai enfileirando rit­mos, marcados pela palavra escrita, que é palavra oral, mais nada.

Outra vez, não exageremos. A informatização oferece ao poeta um punhado de re­cursos expressivos (multimídia, interatividade, tridimensionalidade, não-linearidade, si­mul­taneidade, novas relações es­­paço-tempo etc.), para muito além dos recursos básicos da declamação ou do quadri­látero da página. Mas o que importa não é a existência em si desses recursos e sim a sua incorporação ao processo criador, à constituição íntima do poema, à semelhança do que se deu quando da passagem da poesia oral para a poesia reproduzida na folha im­pressa.

A informatização trouxe também um fringe benefit considerável: a eliminação da cadeia que vai da mesa do editor às gôndolas da livraria, vale dizer os elos intermediários que se associam para levar o poema ao leitor. O poeta da era cibernética dis­pensa a edição propria­mente dita, a preparação do texto, o trabalho gráfico, a divul­ga­ção, a distribuição e o livreiro. Dispensa ou passa a fazer tudo isso, ou o simulacro disso, por conta própria. Para pu­blicar ou tornar pública a sua poesia, basta pressionar a tecla “Enter”. É um ganho, sem dúvida, mas também uma perda: o poeta da era atual não pode mais desfrutar daquele prazer supremo que era queixar-se do editor & seus associados. E o poeta que se autopublica perde também a oportunidade de uma avalia­ção de fora. Editar, à moda antiga, isto é, às expensas do editor, não do autor, a despeito das injustiças, das dissimulações, dos erros sem conta, sempre acabava por ser uma espécie de filtro, uma avaliação de fora, que às vezes até acertava. O poeta infor­matizado não pode contar sequer com isso. Afinal, diriam todos, para que selecionar ou avaliar, se o poeta na rede é senhor absoluto do seu domínio e publica o que bem entende, em estrita fidelidade ao lema universal do vale-tudo?

Esse benefício residual, na verdade, interessa mais a economistas e comerciantes, a editores e livreiros (para os quais é um evidente malefício) do que ao poeta, quer se trate do comércio propriamente dito do objeto livro, mercadoria vendável, quer se trate do comércio da fama e do pres­tígio, esse esporte paralelo à poesia, a cujo fas­cínio poucos resistem. O que interessa ao poeta que não seja economista nem comer­ciante é a utilização dos promissores recursos expressi­vos colocados à sua disposição pela informática.

Ah, que proveitos tiraria disso tudo o esforçado Fernando Pessoa, que tanto trabalho teve para imaginar o seu Interseccionismo! E Mário de Andrade, então! Não desperdiçaria tanto papel e tinta, naquele seu abnegado prefácio, deveras interessantíssimo, só para demonstrar a viabilidade do Simultaneísmo, antecâmara do Desvairismo: com alguns cliques e uns protocolos básicos, teria realizado a plenitude do que mal chegara a sonhar. Azar o deles, e de tantos outros, que nasceram, versejaram e morreram em plena vigência da era Gutemberg.

Neste ponto, permita-me o leitor um breve desvio, a fim de encarar a questão de outro ângulo, o da tensão benigna entre mudança e conservação, pois em última instância, salvo erro ou melhor juízo, é disso mesmo que se trata. Em seguida voltaremos à poesia da era cibernética.

É lugar comum admitir que a juventude é a idade propícia a inovar, transgredir, revolucionar, e que a maturidade (a idade da razão, como se dizia antigamente) é o tempo voltado à conservação dos avanços e conquistas. Os antigos sabiam que assim é, assim deve ser e é bom que assim seja: jovens e velhos, todos saímos ganhando.

A modernidade, porém, em sua avidez de progresso, por vezes indiscriminado, transformou em axioma a verdade apenas relativa da sabedoria secular. Inovar, transgredir e re­vo­lucionar, sempre e a qualquer preço, ganharam foros de verdade absoluta, e maturi­dade passou a ser tomada, sempre e a qualquer título, como sinônimo de retrocesso e obsolescência. Com isso, perdeu-se a possibilidade de qualquer genuíno critério de valor. Quer estejamos diante da inovação, quer diante da conservação, já não nos perguntamos se se trata de uma experiência válida ou positiva.

Ponderar, avaliar e julgar; batalhar no encalço de algum critério possível, que permitisse ajuizar o valor intrínseco dos fatos estéticos, velhos ou novos, oferecidos à sensibilidade atenta ou distraída, sempre foi tarefa das mais árduas e controvertidas. Que é o belo, afinal? Como distinguir entre o bom e o mau, entre o aceitável e o imprestável? Melhor então desistir da batalha virtualmente perdida e ficar apenas com o persuasivo impacto da novidade que irrompe, para (quase) sempre desbancar o já consagrado. Por mais plausível que seja, o critério encontrado será sempre discutível. Generalizemos, pois, limitando-nos a constatar: se for inovação, o caso merecerá todo aplauso e incentivo; caso não, será inapelavelmente considerado mero entulho.

Reúnam-se pessoas de diferentes idades, para um daqueles embates em que se tomam decisões e se definem projetos. Se um dos mais velhos tomar a palavra, os demais, na melhor das hipóteses, trocarão discretos olhares de condescendência. Antes que este chegue a expor o que tenha em mente, sua ideia será descartada in limine, como mais um exemplo de oposição ao bravo desejo de mudança do mundo atual. Se um dos mais jovens abrir a boca, todos trocarão sorrisos de triunfo, e a brilhante ideia será aprovada, também in limine, ainda que um ou outro desconfie (mas naturalmente ficará calado): “Pronto, aí vem mais um pacote de asneiras”.

Os pioneiros da inovação, na virada do xix para o xx, sabiam muito bem distinguir entre a transgressão valiosa e o mero exercício especulativo e estéril. Graças a isso, apostaram naquela e promoveram as grandes revoluções de que nos beneficiamos até hoje. Muitos porém, embora capazes da mesma distinção, preferiram tirar proveito da ambiguidade então instalada e apostaram em toda e qualquer extravagância que estivessem aptos a forjar, em nome da liberdade e do propósito excuso de atribuir à transgressão valor em si. Resultado, perdeu-se a referência, perdeu-se a possibilidade de com­paração, tornando-se praticamente impossível estabelecer qualquer distinção entre a ino­vação valiosa e a gratuita ou inútil.

No mundo atual, um pouco por toda parte, deixou de haver aquela tensão benigna entre mudança e conservação, que garantiu ao longo dos séculos todo avanço possível. A razão, simples, é que o segundo polo foi descartado, para que o primeiro se impusesse, absoluto e onipotente. Todos nos esquecemos de reparar que uma revolução radical, aceita e endossada pela maioria, é o que pode haver de mais reacionário.

Podemos com isso retomar o fio interrompido. O fascínio exercido pela informática, sobre a poesia do nosso tempo e sobre tudo o mais, corre o risco de agravar a tirania da inovação indiscriminada.

Hoje são raros os poetas da ou na rede que de fato se empenham em criar uma nova poesia, que incorpore os recursos agora disponíveis. Mais rara ainda é a nova poesia que não abra mão dos (bons) recursos já existentes, le­gados pela orali­dade e por Gutemberg. O que temos são exercícios, tentativas, expe­rimentos, mais ou menos engenhosos e interessantes, índices do desejo de uma arte in­teiramente nova. (Terá essa arte alguma afini­dade com o que há séculos se chama, e continua a se cha­mar, “poesia”?) Quando muito é a promessa de que um dia esses recursos talvez venham a ser de fato incorporados à criação poética, em vez de continuarem a servir apenas de veículo alternativo à mesma poesia de antes.

Anseio por esse dia, o dia em que se possa “ler” um poema entranhado de ciber­nética e não apenas reler, na telinha, o mesmo poema já lido na página do livro ou da revista, ou vice-versa. Mas, a julgar pela imensa maioria, todos parecemos satisfeitos com a simplória subutili­zação do novo veículo, crentes de que já temos, com essa plati­tude, a mais ousada poesia do momento atual. É o que há de mais avançado, não é mesmo? E isso basta. Apesar disso, ou justamente por isso, os ortodoxos da nova era não escondem que se refugiam, assustados, nas ruínas deter­ministas e evolucionistas do século xix e insistem em acreditar na supera­ção defi­nitiva das etapas. O alvo é “demonstrar” que o poeta da era Gutemberg já era, proclamando aos três ventos (o quarto fica aí, de stand by, para alguma emergência): “O que nós queremos é mudança, progresso!”. O passo se­guinte, ergo, será entronizar os grunhidos da poesis ne­an­derthalensis.

Se agora o que vale é o modo de circulação e de percepção, os poe­mas, caso per­sistam, só irão atrapalhar; se o que vale é a imaginação liberta de todos os entraves, a imagi­nação que sequer precisa se dar ao trabalho de imaginar, é só ir colhendo na teli­nha de cristal líquido os fiapos do rodopio prêt-à-porter – com efeito, para que poemas?

“Poema”, na era cibernética, tende a ser só a palavra mágica, o sinalzinho luminoso que pisca no écran, ordenando ao internauta (ex-leitor, ex-ouvinte): entregue-se por inteiro à sua própria imaginação, não dê a menor bola à do poeta, que aliás nem está mais aí.

Faço o possível para me manter atento à possibilidade de que minhas objeções não passem de idiossincrasias de um velho poeta. Devo confessar, aliás, que jamais me apeteceu voltar aos 18 e menos ainda aparentar, na epiderme ou na alma, essa tenra e preciosa idade. E sou obrigado a admitir que, na era cibernética, todos os poetas, felizes ou infelizes, são ex-poetas.

Alguns teimam em criar seus poemas, bons poemas, como os de outrora, que tanto podem ser lidos/ouvidos na telinha como degustados na íntegra, por olhos que são ouvidos, no velho e obsoleto quadrilátero da página. Outros, fiéis ao que sempre foram, apregoam: poesia já era.

O diabo é saber se algum dia fará falta.



___________________

Carlos Felipe Moisés é poeta (Noite nula, 2008), ficcionista (Histórias mutiladas, 2010), crítico literário (Poesia & utopia, 2007), tradutor (O poder do mito, 1990) e autor de livros infanto-juvenis (Conversa com Fernando Pessoa, 2007). É mestre e doutor em Letras Clássicas pela USP, tendo lecionado teoria literária e literaturas de língua portuguesa em várias universidades, como a PUC SP, a USP e a Universidade da Califórnia, Berkeley, EUA.


 

[revista dEsEnrEdoS - ISSN 2175-3903 - ano III - número 9 - teresina - piauí - abril maio junho de 2011]

 
 
dEsEnrEdoS está indexada em:

  Site Map