QUESTÕES DE DIGITALIDADE NA POESIA FEMININA VENEZUELANA CONTEMPORÂNEA

ARIEL MONTES LIMA

Da última vez em que me sentei a uma mesa para debater poéticas contemporâneas, me lembro de apresentar um trabalho a respeito da obra de Geoyelis S.S. Mendoza, poetiza venezuelana cuja obra forma parte do corpus de estudo do meu projeto de doutorado. Por ocasião, tratava-se de um evento voltado à literatura digital e aproveitei para falar-lhes que essa autora tem publicado no blog Poeticus, na Revista Kametsa (online) e em seu próprio Instagram (no qual há seus poemas e seu e-book). Disse-lhes, porém, que tenho certos receios a classificá-la como uma poeta do digital pelas razões que pretendo abordar ao longo deste ensaio.

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ESPELHAMENTO DO REAL E CONSTRUÇÃO DE UM EU BIOGRÁFICO

Sobre o memorialismo em é este o destino do corpo, abrir-se, de Mariana Marino

HENRIQUE DUARTE NETO

O ensaio poético de Mariana Marino, é este o destino do corpo, abrir-se (demonia editora, 2024), terceiro livro na seara da poesia de Mariana, além de todas as implicações emocionais que traz consigo, é um caso muito instigante para pensarmos em duas questões centrais dos estudos literários: a da autoria e a da mimese, da representação do real no texto poético. Mas, primeiramente, antes de investigar estas questões à luz dos 16 textos que formam o opúsculo, analisarei um pouco a natureza, o gênero do escrito.

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