Sobre Embora, de Paulo Henriques Britto
HENRIQUE DUARTE NETO
O tempo passa, mas Paulo Henriques Britto continua com sua verve cética afiada neste Embora (Companhia das Letras, 2026), que nos chega realmente em boa hora. Com um percurso poético consolidado, “imortal” da Academia Brasileira de Letras, o autor é, do alto de seus 75 anos, sem medo de errarmos, um dos mais instigantes nomes da poesia contemporânea em língua portuguesa. Nesse sentido, livros como Formas do nada (2012), Nenhum mistério (2018) e Fim de verão (2022) são obras fundamentais da poesia brasileira do primeiro quarto deste novo século, coisa que talvez ainda não se tenha enaltecido o suficiente pela crítica.
