ÉDIPO, HAMLET E EU

ANDRÉ HENRIQUE M. V. DE OLIVEIRA

Se a tese de Freud está correta, a crença em homens “superiores”, isto é, em semideuses e heróis míticos, se assenta no inconsciente e remonta à desejos infantis; logo, remonta também a conflitos surgidos na relação com os pais, sobretudo especificamente com a figura paterna. Esta seria a razão de os mitos serem atemporais e de estarem presentes em todas as épocas e culturas.

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EXPURGO

ADRIANO ESPÍNDOLA SANTOS

Não paro de pensar no infortúnio de ser eu. Logo eu fui nascer em mim. Uma junção de pouco com quase nada. Uma imperfeição convencida da bizarrice. Nenhum jeito para escapar das trapaças do destino. Logo eu fui nascer assim, com tão pouca vontade de fazer diferente, com tão pouca vontade de viver. Com tão pouca vontade de ser feliz. Se bem que a felicidade é algo subjetivo, que nunca existiu em mim. Quando nasci, logo fui exposto à adoção, abandonado na porta de um orfanato, no centro de Salvador. Minha mãe largou, como qualquer coisa inútil, uma carta com profundo desgosto, dizendo que “o menino é muito doente, deve ter alguma anormalidade”.

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