TUDO É FALSO, MENOS A ARTE

HENRIQUE DUARTE NETO

Ricardo Lima brinda-nos com novo lançamento (Tudo é falso, Ateliê Editorial, 2025). Ele que é um dos poetas mais parcimoniosos e regulares que conheço no quesito publicação. Oito livros de poesia desde 1994. Nem pouco, nem muito. Publiquei há dez anos, um livrinho (As múltiplas faces do tempo na poesia de Ricardo Lima, Insular, 2016) de pouco mais de 100 páginas sobre o arco que vai de Primeiro segundo, seu opúsculo de estreia, até o sexto, Desconhecer, lançado em 2015. O mote dessa reunião era a questão do tempo e a intuição de que na verdade estava diante de um poeta que dilui a realidade, quase que da maneira dos surrealistas. Cheguei mesmo a sugerir um neossurrealismo do poeta, coisa que, passado um decênio, em virtude principalmente dos dois livros que saíram depois e mesmo em relação à própria mudança de interpretação minha do pequeno universo trabalhado, não faria mais.

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O IRREFREÁVEL, DE ALEXEI BUENO – DEVIR E PERMANÊNCIA

HENRIQUE DUARTE NETO

Livro recém-lançado, neste 2025, O irrefreável, de Alexei Bueno, saído por sua própria editora (Anadiômene), é um caso de poema-opúsculo potencializado por distintas atmosferas cromáticas. O aludido irrefreável é um rio, ou antes córrego, que atravessa parte da capital do estado do Rio de Janeiro prefigurando para o poeta-pensador reflexões e imagens acerca do ser humano, das coisas em si e, no geral, do próprio fenômeno da existência, em sentido estrito e amplo. Esse rio, inclusive, tem nome, Trapicheiros ou Trapicheiro, sendo cada uma das formas enaltecida, já que o período de tempo em que se fez e faz alusão a ele se alterou, gerando, assim, a dualidade referencial. O poema de certa forma segue o desnível do rio (desnível mais intuído pela estrutura do que dito pelo poeta), com versos longos e curtos, prioritariamente sem o recurso explícito das rimas, o que em livros como O sono dos humildes (2021) e Naquele remoto agora (2024), esteve, pelo contrário, presente de forma recorrente.

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PORQUE ERAM ELAS PORQUE ERA EU

CAILANI ALVES DE CARVALHO 

BRITO, Herasmo B. O. Porque Eram Elas Porque Era Eu. São Paulo: Patuá, 2025.

O livro intitulado Porque Eram Elas Porque Era Eu é uma obra que, além de narrar um romance entre três pessoas, também propõe ao leitor reflexões sobre literatura, filosofia, cinema e sobre a tendência neorregionalista, apresentando também personalidades de destaques nessas áreas. A obra é de autoria de Herasmo Braga de Oliveira Brito.

A obra foi publicada em 2025 pela editora Patuá, tem 152 páginas e é dividida em 10 capítulos curtos, que o autor não intitula, apenas numera. Os capítulos seguem uma cronologia, sendo organizados na ordem dos acontecimentos. Cada novo tópico corresponde a uma parte da história.

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